A
educação e a luta contra as exclusões
A
educação pode ser um fator de coesão, se procurar ter em conta a diversidade
dos indivíduos e dos grupos humanos, evitando tornar-se um fator de exclusão
social.
O
respeito pela diversidade e pela especificidade dos indivíduos constitui, de
fato, um princípio fundamental, que deve levar à proscrição de qualquer forma
de ensino estandardizado. Os sistemas educativos formais são, muitas vezes,
acusados e com razão, de limitar a realização pessoal, impondo a todas as
crianças o mesmo modelo cultural e intelectual, sem ter em conta a diversidade
dos talentos individuais. Tendem cada vez mais, por exemplo, a privilegiar o
desenvolvimento do conhecimento abstrato em detrimento de outras qualidades
humanas como a imaginação, a aptidão para comunicar, o gosto pela animação do
trabalho em equipe, o sentido do belo, a dimensão espiritual ou a habilidade
manual. De acordo com as suas aptidões e os seus gostos pessoais, que são
diversos desde o nascimento, nem todas as crianças retiram as mesmas vantagens
dos recursos educativos comuns. Podem, até, cair em situação de insucesso, por
falta de adaptação da escola aos seus talentos e às suas aspirações.
Além da multiplicidade dos talentos individuais,
a educação confronta-se com a riqueza das expressões culturais dos vários
grupos que compõem a sociedade.....
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